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Data Centers Sustentáveis

Como data centers em climas frios reduzem os custos de energia

Publicado por Rafael

Última atualização em 11 de dezembro de 2024 às 19:59


Com o aumento da demanda por processamento de dados, o consumo de energia tornou-se uma das principais preocupações para o futuro. A necessidade de construção de novos data centers para armazenar e processar dados traz consigo um desafio, como manter os servidores resfriados e economizar energia?

Para entender a resposta a essa pergunta, primeiro devemos compreender como o consumo de energia no mundo tem aumentado nos últimos anos, principalmente devido a chegada de novas tecnologias

 

A mudança no consumo de energia ao longo dos anos

Em um estudo publicado pela Agência Internacional de Energia (IEA em inglês), haverá um crescimento de cerca de 4% no consumo global de energia em 2024, com chance de se manter da forma em 2025. A nível de comparação, esse aumento será a maior taxa de crescimento desde 2007.

O principal motivo do aumento exponencial apresentado está relacionado com a popularização da inteligência artificial (IA), que se incorporou ao mundo atual com exemplos conhecidos, como o ChatGPT.

Com a vinda da IA na sociedade moderna, a criação de novos data centers se torna uma necessidade crucial para o processamento dos dados necessários para que a tecnologia funcione. Porém, isso cria a necessidade de construir novos sistemas de refrigeração, para manter os servidores funcionando de maneira adequada.

Para termos uma noção do crescimento, segundo a IEA, até 2026, o aumento na demanda de data centers deve crescer até 3% em 2026, o que é menor que o crescimento do uso de veículos elétricos nesse mesmo período, 2%.

 

A sustentabilidade como um atrativo

Para solucionar o problema da refrigeração, empresas como a Google, o Facebook e a Microsoft têm abordado a questão de maneira criativa, construindo data centers em regiões naturalmente frias.

Localizado a cerca de 70 milhas ao sul do Círculo Polar Ártico, em Luleå, na Suécia, o data center do Facebook utiliza a própria água fria proveniente do oceano para resfriar seus servidores, eliminando a necessidade de sistemas de refrigeradores mecânicos convencionais, que consomem muita energia. Segundo a própria empresa, a redução nos custos de construção do estabelecimento foi de quase 40%, pois não foi necessário incluir refrigeradores no processo.

Em média, a construção dessas instalações custa em torno de 15 milhões de dólares para cada megawatt de capacidade. O uso de refrigeração gratuita reduziu os custos em 40%.

 

A escolha do território, porém, não se trata apenas do clima mais frio, mas também do uso de energia sustentável.

Regiões como a Suécia e a Islândia geram mais energia per capita do que qualquer outra. Devido ao uso de fontes de energia hidrelétrica e geotérmica elas são capazes de produzir energia sustentável a longo prazo, com poucas pessoas utilizando-as no momento. Portanto, há uma grande capacidade de atender a demanda elétrica de novos data centers, possibilitando que novas empresas construam suas instalações nas proximidades.

A sustentabilidade acaba sendo um grande atrativo, pois permite que empresas melhorem sua reputação ambiental e economizem um dinheiro considerável. O uso de energia sustentável contribui para uma grande redução nos custos e na emissão de carbono na atmosfera, permitindo que as novas tecnologias sejam utilizadas em conjunto com o meio ambiente

Referencias

  • BRADBURY, D. Super cool: Arctic data centres aren’t just for Facebook. Disponível em: . Acesso em: 18 de out. de 2024.
  • Solar energy could power data centers in cold climates - study. Disponível em: . Acesso em: 18 de out. de 2024.
  • MLEE. Making Data Centers Cool. Disponível em: . Acesso em: 18 de out. de 2024.
  • SOUTO, P. Temperaturas mais altas, data centers e preços negativos: o futuro do consumo global de energia - MegaWhat. Disponível em: . Acesso em: 118 de out. de 2024.

Rafael

Estudante de Engenharia da Computação na PUC-Campinas, com experiência em desenvolvimento de jogos e um forte interesse em sistemas digitais e inteligência artificial. Busco constantemente me aprofundar em novas tecnologias, com o objetivo de criar soluções inovadoras e de impacto.

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